Eu, como editora-chefe desse blog, não imaginava que ficar no escuro algumas horas e comparar essa escuridão com a gestão de serviços pudesse ser tão polêmico. Mas foi. Enfim, vi nosso artigo citado em alguns posts de outros colegas e outras pessoas me enviaram e-mails com pontos de vista diferentes … E eu, uma “jornalista” de TI, adoro ouvir pontos de vista diferentes e transformá-los em notícia. E como tudo no final vira post, aqui estou eu novamente para falar do apagão.
Eu sempre fico pensando como o homem é inteligente. Já fomos longe demais: conseguimos voar, já fomos para a Lua, inventamos o GPS (que para uma pessoa perdida como eu, é mais que necessário, é essencial), inventaram o Google e…enfim, eu admiro os homens e sua inteligência – de verdade.
Também fico pensando que não existe sistema infalível, principalmente se considerarmos o nível de complexidade de uma malha de distribuição de energia para um país do tamanho do Brasil. Durante o apagão vimos de tudo (com bastante dificuldade porque estava escuro – rs) : caos no trânsito, informações desencontradas (o processo de comunicação entre governo e consumidor foi lento e desencontrado), pessoas presas no elevador gritando, hospitais e TI parando de funcionar porque o gerador não deu conta do recado…
Enfim, vou direto ao ponto: independente da boa prática a ser aplicada, do framework de controle, de modelos, de métodos , de cálculos e da complexidade de manter uma malha do tamanho do Brasil funcionando, é importante sempre aprender com aquilo que deu errado.
Na gestão de serviços também é assim: aprendizado, ações de mitigação, melhoria da comunicação, MELHORIA CONTÍNUA. E isso não é uma metodologia , um framework, uma boa prática. O nome disso é BOM SENSO. E para aplicá-lo, meus caros leitores, não existe escola, nem programa de certificação: existe EXPERIÊNCIA, HUMILDADE para aprender com os erros e VONTADE DE TORNAR NOSSO MUNDO CADA VEZ MELHOR.
O ser humano é capaz, nós de TI somos capazes – já fomos muito longe e podemos ir cada vez mais.
Será que podemos tirar alguma lição do apagão e evitar os próximos? Será que podemos trazer essas lições para o mundo da gestão de serviços?
Pensem sobre o assunto.
Até a próxima.
Cláudia Marquesani
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