Caros leitores, vocês devem estar se perguntando: “Mas que diabos de artigo é esse relacionando Gestão de Serviços com uma banda de Rock?“
Como um bom fanático por Rock, e devido a euforia com a proximidade do show da banda AC/DC aqui no Brasil (dia 27 de novembro em São Paulo), eu resolvi unir o útil ao agradável e mostrar o quanto este tema está presente em nosso dia a dia, mesmo que não saibamos disso.
Público de um show de Rock
Já imaginaram quanto dinheiro está em jogo para promover um show de Rock com uma banda/artista mundialmente conhecidos? Os quilos de equipamentos e a enorme quantidade de profissionais envolvidos em um mega evento deste? A criticidade em ter que agradar 50, 100, 200 mil pessoas que pagaram pra ver o melhor espetáculo possível ao vivo, em um tempo de no máximo 2 horas e meia?
Pois bem amigos, nas próximas linhas, ao som de “Back in Black” vou citar alguns relacionamentos possíveis entre os processos da ITIL e um show de rock!
Vocês já devem ter visto aqueles profissionais que vivem correndo de um lado para o outro, montando e testando os equipamentos das estrelas antes do show, trocando os instrumentos em questões de segundos, arrastando cabos de lá pra cá, e quando ocorre algum imprevisto, atuam na linha de frente na tentativa de resolver o imprevisto o mais rápido possível. São os famosos “Roadies”.
Engenheiro do AC/DC na cabine de monitoração
Durante o show, você sente que a guitarra está muito mais alta do que os outros instrumentos, e que os volumes vão se adequando aos poucos, até ficarem totalmente nivelados. Talvez a falta de uma análise prévia da Capacidade do ambiente em relação a resposta a determinados níveis de volume evitaria que um engenheiro de som tivesse que determinar o problema, identificar a causa raiz (do volume mais alto do que o previsto) e aplicar uma solução definitiva, que posteriormente pode se tornar uma instrução para a montagem de todos os próximos shows.
Configuração do equipamento usado por Steve Vai em 1999.
Vamos pegar um exemplo do genial guitarrista Steve Vai. Sem dúvida é um dos artistas que possui a maior quantidade de equipamentos Hi-Tech, que a primeira vista parecem mais geladeiras futuristas. Cada equipamento, desde a ordem de ligação dos amplificadores e controladores, configuração de parâmetros de efeitos, frequência de afinação da guitarra e informações relevantes dos equipamentos como voltagem, modelo, etc.. devem ser controlados minuciosamente para que o timbre característico do artista permaneca sempre o mesmo.
Aliás, vocês têm alguma dúvida de que Steve Vai deve ser consultado (e aprovar) sempre que for necessário realizar atualização de versão em um de seus equipamentos, avaliando o impacto que ela pode trazer para uma possivel performance ao vivo?
E se tudo der errado? Qual é o plano caso ocorra um desastre e tudo pare de funcionar? Talvez sentar em um banquinho, pegar um violão e fazer um acustico, talvez pagar a imensa multa por não fazer o show.
Enfim, tudo isso deve estar explicito nos contratos milionários fechados com os organizadores do evento, juntamente com os níveis de serviço esperados (duração do show, músicas a serem tocadas, etc).
Teríamos muitos outros exemplos para citar, mas a música já acabou e isso indica que devo parar por aqui. E como o mundo do Rock não tem regras, eu vou quebrar o protocolo e divulgar o site de minhas bandas pessoais…
Afinal, quem trabalha com TI e nunca teve/tem uma banda que atire a primeira pedra! rs
Long Live Rock and Roll!
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