Três perguntas, três respostas com Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de Planejamento e TI da Gol.
1 – O senhor afirma que ao comprar a Varig, em 2007, a Gol não gostou do que viu na TI. Por quê?
Wilson Maciel Ramos – Era um setor totalmente secundário. Não havia decisões centralizadas ou integradas sobre software, hardware, nada – tudo era de acordo com a vontade do usuário, o que era extremamente ineficiente. Quando compramos a companhia, trabalhamos para mudar este quadro. Para ter uma ideia, só com um projeto de virtualização consolidamos cem servidores em três, gerando ROI de R$ 6 milhões por ano.
2 – Qual é a realidade hoje?
Ramos – Fizemos um mapeamento de processos, com apoio da Service IT Solutions e Tivit, e investimos em integrações, aquisições e terceirização. Hoje, temos uma governança baseada em Itil e Cobit, em que o desejo do usuário é substituído pelo foco em projetos. Com isso, é possível priorizar e investir nas áreas certas. Nossa TI recebe, hoje, cerca de 3% da receita líquida anual, para investimentos em software, hardware, serviços, telecom e SaaS.
3 – E quais os projetos futuros?
Ramos – Este ano investimos em segurança da informação, com o software IBM Rational AppScan, e renovamos o portal Voegol.com, responsável por 70% das vendas diretas de passagens. Agora, o foco de novos investimentos será iniciar a adesão ao HaaS (hardware as a service), além de modernizar o portal Smiles, que é um de nossos bancos de dados mais acessados. Ele será unificado ao database do VoeFácil, portal de promoções, e isso facilitará a implementação de CRM.
Fonte: Jornal do Comércio







